Presidente: Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
TODOS: Amém
Presidente: Nós te adoramos e te bendizemos, Senhor
Jesus Cristo, redentor da humanidade.
TODOS: Tua entrega na cruz nos dá a Vida, mostra o
Caminho, revela a Verdade!
Presidente: OREMOS. Ó Pai, enviaste o Teu Filho
Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele,
com Ele e n’Ele, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças
necessárias para que brilhe no rosto de todos nós a alegria de serem, pela
força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro
Milênio.
TODOS: Amém
1ª Estação: Jesus é
condenado à morte
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Mateus: Os que tinham prendido
Jesus conduziram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás.[...] Pilatos mandou vir
água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente deste
sangue.»
L1: Onde encontrar a verdadeira força? onde está a verdade?
Naqueles que têm posições de poder, ou naquele que curvou a cabeça, que tem os
braços em baixo, em sinal de paz, e que só os levantou para ser pregado na
cruz? Quantos inocentes pagam o preço da desonestidade, do abuso de poder?
L2: Às vezes, escondemos a nossa falta de coragem atrás da
máscara da hipocrisia,e, para não nos envolvermos, tentamos alhear-nos da
realidade que nos rodeia. Silenciamos as injustiças sofridas pelos que nos são
próximos, como as dos nossos familiares e amigos, e as dos nossos inimigos.
Porque? Porque é que silenciamos a injustiça?
2ª Estação: Jesus
toma a cruz
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São João: Jesus, levando a cruz às costas,
saiu para o chamado lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota.
L1: É preciso coragem para abraçar aquilo que gostaríamos
não ter de enfrentar: as violências e as atrocidades do nosso mundo. Tomar a
decisão de aceitar é o paradoxo da sua cruz.
L2: As nossas mãos são um dom precioso. Podem criar ou
destruir, erguer ou rebaixar, podemos abraçar ou rejeitar. Jesus usou as mãos
para abençoar, para juntar nos seus braços os que estavam perdidos, enquanto
anunciava a Boa-Nova que trazia a paz. Até, por fim, entregar as suas mãos à
cruz. Aceitando-a e abraçando-a, Ele recebe as nossas dores, a nossa cruz. E
eu? Que faço com as minhas mãos?
3ª Estação: Jesus cai
pela primeira vez
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Profecia de Isaías: Foi ferido por causa dos nossos
crimes [...] O castigo que nos salva caiu sobre Ele, fomos curados pelas suas
chagas.
L1: Todos sabemos o que se passa em nós, quando dizemos: Não
posso mais! É a própria vida a desaurir-se. A falta de amor nas nossas vidas
pode abater-nos. Quando somos rejeitados, violentados, tornamo-nos vulneráveis.
Não nos respeitamos, nem a nós próprios nem aos outros.
L2: O ser humano pode tornar-se violento para com os que são
vulneráveis; perder a dignidade humana é condenar-se à degradação. Jesus morreu
para nos salvar de nós próprios. Ele tirou o pecado do mundo; alcançou-nos o
poder de vencer o mal. Ele restaurou em nós a imagem de filhos de Deus. E eu?
Sou imagem de quem?
4ª Estação: Jesus
encontra sua Mãe
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Lucas: Sua mãe guardava estas coisas
no seu coração.
L1: É muito difícil ver uma criança, um amigo, um ser amado
a debater-se pela vida. Por vezes, é mais difícil dizer-lhe a palavra certa.
Com frequência, nem sabemos exprimir-nos. Gostaríamos de poupar àqueles que
amamos o peso das suas cruzes.
L2: O amor é surpreendentemente vulnerável, completamente
indefeso, exposto ao que surge. Amar é dar às pessoas liberdade para seguirem
os desígnios de Deus, a qualquer custo. Tudo o que podemos fazer é estar
presente, apenas estar, consolando, apoiando... demonstrando respeito. São
momentos sagrados, esses, como o de Maria com Jesus. E eu? Sei consolar aqueles
que de mim precisam?
5ª Estação: Simão de
Cirene ajuda Jesus
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Do Evangelho de São Marcos: Para lhe levar a cruz,
requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um certo
Simão de Cirene.
L1: As nossas ruas estão cheias de pessoas que se debatem
com o fardo que carregam... Temos a consciência de parar, de nos envolver? Estrangeiros,
refugiados dizem-nos respeito? Quem é o meu próximo?
L2: O que acontece à nossa volta afeta-nos, de um ou outro
modo. Chamados à união, o mandamento do Senhor é o de nos amarmos uns aos
outros. Devemos uns aos outros amor e apoio. Simão Cireneu pode inspirar-nos:
aceitando ajudar um estranho tornou-se um com Jesus, o Filho de Deus. E eu? Sou
um com Jesus?
6ª Estação: Verónica
limpa a face de Jesus
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Marcos: Em verdade vos digo: sempre
que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo
fizestes.
L1: Onde vemos a face de Jesus, hoje? Poderemos encontra-la
nas reproduções artísticas, nos filmes? Não! Ele disse-nos onde podemos ver a
sua face. Se ao menos tivéssemos a coragem de olhar para os que estão famintos,
para os que estão nus, para os que estão sozinhos, aprisionados, no menor, no
último... aí veríamos o próprio Jesus.
L2: Que fazemos para ajudar, para aliviar estas injustiças;
para impedir que os nossos irmãos e irmãs morram na indigência? Jesus foi muito
claro, enquanto a este assunto: «Sempre que deixastes de fazer isto a um destes
pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer» (Mt 25,45). E eu? Que faço para
ajudar?
7ª Estação: Jesus cai
pela segunda vez
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Lucas: Quem não tomar a sua cruz para
me seguir não pode ser meu discípulo.
L1: Pressões sociais, dos nossos pares e talvez da nossa
fraca vontade podem impedir-nos de ser verdadeiros seguidores de Jesus.
L2: Hoje, pode-nos ser difícil ver algum valor na cruz. O sofrimento é para nós um grande mistério. Permitimo-nos ficar esmagados sob o peso da cruz do dia-a-dia, ou restabelecemo-nos e seguimos no encalço de Jesus? Ali, onde a humanidade, sob o peso do pecado, se encontra com o rosto humano e transfigurante de Cristo. E eu? Deixo que Cristo me encontre nas minhas quedas?
L2: Hoje, pode-nos ser difícil ver algum valor na cruz. O sofrimento é para nós um grande mistério. Permitimo-nos ficar esmagados sob o peso da cruz do dia-a-dia, ou restabelecemo-nos e seguimos no encalço de Jesus? Ali, onde a humanidade, sob o peso do pecado, se encontra com o rosto humano e transfigurante de Cristo. E eu? Deixo que Cristo me encontre nas minhas quedas?
8ª Estação: Jesus
consola as mulheres
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Lucas: Filhas de Jerusalém, não
choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos.
L1: Perante a dor e a tragédia humana, são as mães que pagam
o preço mais alto ao verem os seus próprios filhos, carne da sua carne, serem
privados da dignidade, vilipendiados, torturados, mortos. As mães conhecem o
duro caminho da cruz.
L2: Jesus pede às mulheres que acalentem um mundo melhor, para poupar a humanidade a uma tragédia ainda maior. Mas isso só é possível, se abraçarmos a cruz como jesus, com amor, com um coração de mãe. Na verdade, Ele pede-nos a todos para termos um coração de mãe, para acarinharmos a vida à nossa volta. E eu? Sou maternalmente dócil com os que estão à minha volta ou arrogante e prepotente?
L2: Jesus pede às mulheres que acalentem um mundo melhor, para poupar a humanidade a uma tragédia ainda maior. Mas isso só é possível, se abraçarmos a cruz como jesus, com amor, com um coração de mãe. Na verdade, Ele pede-nos a todos para termos um coração de mãe, para acarinharmos a vida à nossa volta. E eu? Sou maternalmente dócil com os que estão à minha volta ou arrogante e prepotente?
9ª Estação: Jesus cai
pela terceira vez
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Livro das Lamentações: Colocou [o seu jugo] sobre o
meu pescoço, abatendo as minhas forças.
L1: Há, na vida de todos, momentos de solidão interior, duma
rejeição que nenhuma palavra pode descrever. Sobrecarregados com tantas dores,
sentimo-nos como vermes esmagados debaixo de um pé!
L2: Como nós, Jesus experimentou este vazio... a luta humana. Ele bebeu o cálice até à última gota, permanecendo confiante no amor infalível do Pai. Ele caiu para nos dar força e a confiança de que seremos capazes de nos erguer das lutas que nós prendem e continuar o nosso caminho para a meta final. E eu? Quero levantar-me?
L2: Como nós, Jesus experimentou este vazio... a luta humana. Ele bebeu o cálice até à última gota, permanecendo confiante no amor infalível do Pai. Ele caiu para nos dar força e a confiança de que seremos capazes de nos erguer das lutas que nós prendem e continuar o nosso caminho para a meta final. E eu? Quero levantar-me?
10ª Estação: Jesus é
despido das suas vestes
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São João: Pegaram na roupa de Jesus e
fizeram quatro partes.
L1: Antes da sua Paixão, Jesus orou para que pudéssemos ser
um só. No entanto, a divisão e a guerra entre os seus seguidores marcaram a
história do Cristianismo. O sangue foi derramado, vezes demais, em nome de
Jesus.
L2: A divisão enfraquece-nos e o temor uns dos outros invade-nos. Todos nos julgamos do lado certo, do lado da verdade. Jesus sofreu por toda a Humanidade. O mistério da Cruz está no centro da História. Ninguém pode reivindicar a exclusividade. Quem se isola, fere o Corpo do Senhor. A fé em Jesus exige que vivamos e difundamos o Evangelho da unidade, para que Cristo seja tudo em todos. E eu? Como colaboro para a unidade do grupo e da comunidade?
L2: A divisão enfraquece-nos e o temor uns dos outros invade-nos. Todos nos julgamos do lado certo, do lado da verdade. Jesus sofreu por toda a Humanidade. O mistério da Cruz está no centro da História. Ninguém pode reivindicar a exclusividade. Quem se isola, fere o Corpo do Senhor. A fé em Jesus exige que vivamos e difundamos o Evangelho da unidade, para que Cristo seja tudo em todos. E eu? Como colaboro para a unidade do grupo e da comunidade?
11ª Estação: Jesus é
pregado na cruz
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Livro dos Salmos: Todos os que me vêem escarnecem de
mim, estendem os lábios e abanam a cabeça.
L1: Há momentos da vida de cada um que nos sentimos
«pregados», como se estivéssemos na cruz, incapazes de nos movermos, totalmente
à mercê dos outros. Pode ser devido à doença, deficiência, medo, violência,
dores físicas ou psicológicas.
L2: Quando nos sentimos impotentes, encontramo-nos face a face com a nossa própria verdade e com a verdade dos que nos cercam. Podemo-nos tornar vítimas dos outros ou fazer com que eles paguem o preço da nossa indiferença, da nossa insensibilidade. Enquanto Jesus é pregado na cruz, olhando a cara dos que o rodeiam, revemo-nos nelas?
L2: Quando nos sentimos impotentes, encontramo-nos face a face com a nossa própria verdade e com a verdade dos que nos cercam. Podemo-nos tornar vítimas dos outros ou fazer com que eles paguem o preço da nossa indiferença, da nossa insensibilidade. Enquanto Jesus é pregado na cruz, olhando a cara dos que o rodeiam, revemo-nos nelas?
12ª Estação: Jesus
morre na cruz
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São Mateus: Cerca das três horas da
tarde, Jesus clamou com voz forte: "Eli, Eli, lemá sabactháni?", isto
é: "Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?".
L1: A violência tornou-se uma experiência comum nas nossas
ruas... mesmo nas nossas casas. Corremos o risco de nos habituarmos às horríveis
cenas de violência apresentadas pelos media, sem fazer distinção entre ficção e
realidade.
L2: O pecado é a verdadeira tragédia humana: todos nós vivemos a condição de pecadores em solidariedade com toda a humanidade. Mas Jesus desce à nossa humanidade, desde ao nosso pecado, para crucifica-lo na sua carne, na minha carne. É a sua morte, a sua entrega total, até ao limite, que nos conduz à vida. E eu? Sei entregar-me aos outros ou sou gerador de violência?
L2: O pecado é a verdadeira tragédia humana: todos nós vivemos a condição de pecadores em solidariedade com toda a humanidade. Mas Jesus desce à nossa humanidade, desde ao nosso pecado, para crucifica-lo na sua carne, na minha carne. É a sua morte, a sua entrega total, até ao limite, que nos conduz à vida. E eu? Sei entregar-me aos outros ou sou gerador de violência?
13ª Estação: Jesus
nos braços de sua Mãe
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São João: Deixo-vos a paz, dou-vos a
minha paz. Não é como a dá o mundo que Eu vo-la dou.
L1: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do
teu ventre. Como podemos nós chamar bendita a uma mãe cujo filho foi
perseguido, maltratado e que acaba de morrer numa cruz?
L2: Maria é bendita porque acreditou na fidelidade de Deus. Podemos confiar em Deus? Sentimo-nos amados e benditos, unidos no seu vínculo de amor permanente? Até quando somos tocados pelo sofrimento e pela morte?
L2: Maria é bendita porque acreditou na fidelidade de Deus. Podemos confiar em Deus? Sentimo-nos amados e benditos, unidos no seu vínculo de amor permanente? Até quando somos tocados pelo sofrimento e pela morte?
14ª Estação: Jesus é
colocado no Sepulcro
Pres: Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela
vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
Pres: Evangelho de São João: Se o grão de trigo, lançado à
terra, não morrer fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.
L1: Tantas vezes sentimos os falhanços das nossas
esperanças, sonhos e planos. Os nossos esforços podem parecer vazios e as
nossas tentativas infrutíferas. Rolou uma pedra à entrada dos nossos corações,
das nossas relações, de toda a nossa vida - a pedra mantém tudo do lado de
fora.
L2: No entanto, a menos eu o grão de trigo morra, não produz fruto. Batizados em Cristo, enraizados nele, somos portadores da sua vida nova. Trazemos conosco a certeza de que com Ele nada é impossível. E eu? Que faço com esta certeza?
L2: No entanto, a menos eu o grão de trigo morra, não produz fruto. Batizados em Cristo, enraizados nele, somos portadores da sua vida nova. Trazemos conosco a certeza de que com Ele nada é impossível. E eu? Que faço com esta certeza?
Pres: Senhor tende piedade de nós
R: Cristo tende
piedade de nós
Pres: Senhor, tende piedade de nós
Pai Nosso... Ave
Maria... Gloria ao Pai (Pelo Papa).